Medicina de família

Dia Internacional da Mulher

Uma boa data para relembrar que dia é hoje!

08.03.2019 • Dr. Gustavo Landsberg

Uma boa data para relembrar que dia é hoje

 

 

A cada 8 de março, é comum que se tragam flores e palavras doces de exaltação ao universo feminino, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Por todos os lados – na mídia, nas ruas e no comportamento das pessoas –, percebemos que esse dia às vezes é celebrado com um tom festivo ou até mesmo comercial. 

 

Vale a pena, no entanto, relembrar a origem do Dia Internacional da Mulher. Não se sabe a razão pela escolha exata dessa data, mas não há dúvidas de que a ideia de se criar o Dia da Mulher surgiu entre o final do século XIX e o início do século XX, no contexto das lutas feministas por melhores condições de vida e trabalho, e também pelo direito de voto.

 

Ou seja: esse dia não é marcado na essência por romantismo ou delicadeza, mas sim por uma história de luta e sofrimento na busca por respeito e igualdade.

 

 

Quase 50 anos depois da criação do Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, observamos que essa luta continua acontecendo no dia a dia da maior parte das mulheres.

 

O Dia da Mulher deve servir para lembrar a todos nós que condições de desigualdade e violência contra as mulheres ainda existem, em toda parte. É essencial estarmos atentos a isso diariamente, não apenas uma vez por ano.

 

No contexto de gravidez – talvez o ápice vital da condição de ser mulher –, é importante lembrar que uma em cada quatro mulheres no Brasil relata ter sofrido algum tipo de violência física ou verbal durante o pré-natal ou parto. Xingamentos, recusa de atendimento ou da presença de acompanhante, realização de intervenções e procedimentos médicos desnecessários lamentavelmente fazem parte da rotina de muitas gestantes brasileiras.

 

Que chegue o momento em que o Dia Internacional da Mulher passe a ser um marco recordatório de um período da história em que esse tipo de coisa existia. E que seja, sim, celebrado com flores – mas num contexto harmônico em que diferenças de gênero, assim como de cor ou religião, não exerçam influência alguma na forma como as instituições e as pessoas tratam umas às outras.




Dr. Gustavo Landsberg

Médico de família e comunidade

Pai de Sofia, David e Flora

Fundador do Canguru Gravidez | www.canguru.life



Leia mais:


https://www.bbc.com/portuguese/internacional-43324887


https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Part


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